sexta-feira, 5 de abril de 2013

Vislumbre

Ele caminhava com marcas de queimaduras de cigarro nos braços na tentativa de amenizar a dor de ver aquela beleza com tanta mediocridade a cercando.
O peito ardia imensamente e o coração jazia em confusão e letras de musicas que tentavam explicar o que ele sentia, enquanto rolava no celular a melancolia.
A caminhada foi longa, a inspiração obscura o pegou e tudo que saia era medo, ódio e loucura.
Como gostava da palavra loucura, era o que definia sua mente, LOUCURA.
O medo de não ser aceito do jeito que era o fazia se tornar igual aos outros, mas o que diferenciava ele era sua mente com incrível percepção dos detalhes. E como gostava de detalhes, detalhava tanto que acabou estragando suas vistas de tanto forçar a olhar o pequeno, o não visto, o esquecido, o despercebido.
Inibindo o que ele sentia vivia apenas a observar os gestos daquela Vênus e foi se apaixonando e afundando no mar sem volta do amor.
Loucura indômita e transcrita nas queimaduras do amor.

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