sábado, 24 de agosto de 2013

Canário da madrugada

Estava lá ele pensando com um cigarro na mão.
Tentando redescobrir como se sentir vivo, alegre, entusiasmado como de costume era.
Uma quebra do silêncio rotineiro da madrugada.
Um canto inesperado para aquela hora.
Mais uma vez, aquilo quebrava a rotina de contemplar o silêncio.
Porque o pássaro estava cantando aquela hora, pensou consigo e refletiu.
Em uma gaiola de alegria ele não canta.
Que tal uma metáfora de bons presságios como o anuncio do Sol.
Mas era cedo demais para o rei se erguer novamente.
Pensando bem, eram presságios de terror, concluiu.

Cantar em noites que as nuvens se contrastam de roxo, banhado a luz do pobre poste de luz alaranjado.
Não é comum de um canário.

Adiante com os pensamentos o pássaro se calou, os pensamentos se tornaram vagos e vazios como de costume.
Pobre rapaz, na juventude se perdeu, e logo de noite com um canário se encontrou.

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