domingo, 25 de agosto de 2013

Precipitado

Se seguem histórias e fatos de lugares que se tornam abrigo de mentes cansadas, um cantinho dentro de uma imensa mansão, ou até mesmo uma casa pequena com uma imensidão desses locais.
Não conseguindo ter um lugar assim ele caminhava perdido, tão oco era ficar dentro de cimento e tijolos pintados.
Mas ele se sentia completo quando o vento batia no rosto, quando a chuva pingava em sua face, quando pequenas formigas ficavam enormes em seus olhos curiosos, sentir se feliz não era a palavra, mas era algo bem próximo. Sentia aquilo a verdade por trás de tudo, engolia os sentimentos e salivava empatia, sempre foi bem singelo o modo como ele olhava as folhas, e tudo ali era perfeito naquele momento.
Esses momentos eram iguais estrelas cadentes acendendo em sua alma fagulhas de esperança, momentâneo.
O tempo todo tudo era assim, momentâneo. Sempre era raro e momentâneo... Tempo... Tempo...
Não estava acabando nem recomeçando, só correndo. E ele notou que tudo é para se apreciar.

Mas tantos detalhes...
Por onde começar...
Deveria se embebedar de tudo...

Ele refletiu tanto, que acabou esquecendo a ideia, e apenas voltou a apreciar o por do sol involuntariamente de dentro do trem que o leva-vá a lugar algum.

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