Sacrificou-se, foi imune a todos os males do mundo, mostrou para eles como se fazia e assim se fez.
Sem sentir nada, apenas seguindo os passos de seu destino.
O destino caprichou no desdém de sua morte, humilhou seu passado, mas ali estava para exaltar seu futuro.
Coube a mim decidir, quando, onde, hora e quem estaria ali.
Assisti tudo, foi testemunha da brutalidade.
A quem disse que os males eram o maior mal da humanidade não sabem o poder que tem o ego e a língua incontrolável do homem.
Assassino impiedoso, aproveitador barato de oportunidades, criado para sentir igual eu sinto.
Mas parece que o difícil para eles é impossível e plenos passos são uma caminhada de ganhos, apenas ganhos.
A ralé desce até os esgotos e prefere dormir e ficar ali invisível do mundo, ao invés de lutar pelo que sempre lhe proporcionei.
Eles o feriram, ele caiu, chorou e disse:
- Pai, perdoa-lhes pois não sabem o que fazem.
Meu peito ardeu, gostaria de intervir na hora, queria e ainda assim não fiz.
Porque eu sou o que sou e assim ei de ser.
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