quinta-feira, 7 de novembro de 2013

primavera

Meu colchão arrogante que é sente saudade, na calada da noite faz a sua forma do meu lado fingindo me abraçar.Assustado várias noites acordei e lá estava só o seu lado, vazio e meu colchão velho a sua espera.

Logo cedo à manhã cinza, sussurra segredos em meus ouvidos, dizia lá vem o perfume dela.

 Sempre a procura, por todos os lados vinha seu perfume e ali não estava.Uma hora ou outra me pego rindo de uma piada solitária, que só a solidão pode pregar.Às vezes sei que só pode ser brincadeira, mas é cruel se sentir abraçado pela saudade em cada vazio que me pega.Voltaria a se sentir bem quando o por do sol fosse o por do sol e não o seu sorriso em minha mente.

 Quando tudo era só meu, sem lacunas, perfeito e quente.Ver você por ai torna tudo tão frio, sempre quando me acho bem, lá me vem você no meio da multidão me olhando.Seja lá o que tenha sido, tentei abraçar, sozinho, na minha mente.

 E apenas fingi que não vi, mas apenas cai egoistamente nas peças da minha agonia.Quero voltar a ser clandestino na vida, andar por ai e vadiar só por vadiar, viver cada momento consigo e apenas gostar de viver aquilo.  

Até porque não sei, mas a solidão não me cai bem, digo de sorrisos de verdade, e risadas de felicidade. Coisas que tem sido raras eram pequenas e singelas. 
Perderam-se.

Mas agora abri meus olhos, e se antes deixei tudo ir embora, colocarei os pés no chão e alcançarei tudo que perdi, viver minha felicidade.

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