sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Paranoias da saudade

Quando aperta o coração pestaneja, grita e me atordoa com seu nome.
As noites em que passo acordado tentando não sonhar com você foram todas em vão. Cai no sono e me perdi em nossas memórias.
É doloroso ignorar, soa como facadas cada vez que tento ignorar as lembranças, como se estivesse negando parte de mim. E todos aqui sabemos que você mais que ninguém é parte de mim.
As vezes abro aquela velha gaveta e pego nossas fotografias e apenas ria e te abraçava mentalmente, as vezes seu perfume por trás aparecia, mas talvez fosse só minha imaginação.
Quantas vezes abracei aquela bandana surrada esperando que você me chamasse no portão e eu fosse descer correndo as escadas pronto para um dia de risadas fazer você ter.
Cansei de escutar seu nome em todas as partes, procurar no meio da multidão e sentir o coração acelerar, sentir o suor frio me descer pelas costas. Sempre tem aquele alguém que se parece com nossa saudade, e é esse alguém que vem do meio da multidão me tirar a paz, os olhos, o cabelo e até a camiseta eram seus. Mas o sorriso, ah o sorriso era outro.
Como pode ser tão difícil deixar um amor para trás e ainda ter fé de encontrar outro ?
Sinto que deixar de te amar é como se eu nunca tivesse te amado.
Mas amei, amei tanto que aqui estou eu hoje, com saudade.
Com um sentimento que é maior que tudo, algo que flui em minhas veias, todos os instantes.
Se ontem te amei, amanhã acordarei te amando, e assim será o resto da minha vida.

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